Conselho Comunitário de Segurança do Parque São Jorge
52ª Delegacia de Polícia 6ª Cia. do 8º B.P.M./M.
O reitor de uma universidade convidou Bill Gates, presidente da Microsoft, para fazer um discurso. Bill Gates aceitou e seu discurso durou apenas 5 minutos:
“- Vocês estão se formando e deixando os bancos escolares, para enfrentarem a vida lá fora. Não a vida que você querem, não a vida que vocês sonharam ter, a vida como ela é. Vocês estão saindo de um mundo educacional que está pervertendo o conceito da educação, adotando um projeto que visa proporcionar uma vida fácil para a nova geração. Essa política educacional leva as pessoas a falharem em suas vidas pessoais e profissionais mais tarde. Vou compartilhar com vocês onze dicas que não se aprendem nas escolas:
A vida não é fácil. Acostume-se com isso.
O mundo não está preocupado com a sua auto-estima. O mundo espera que você faça alguma coisa de útil por ele (o mundo) antes de aceitá-lo.
Você não vai ganhar vinte mil dólares por mês assim que sair da faculdade. Você não será vice-presidente de uma grande empresa, com um carrão e um telefone à sua disposição, antes que você tenha conseguido comprar seu próprio carro e ter seu próprio telefone.
Se você acha que seu pai ou seu professor são rudes, espere até ter um chefe. Ele não terá pena de você.
Vender jornal velho ou trabalhar durante as férias não está abaixo da sua posição social. Seu avós tinham uma palavra diferente para isso. Eles chamavam isso de “oportunidade”.
Se você fracassar não ache que a culpa é de seus pais. Não lamente seus erros, aprenda com eles.
Antes de você nascer seus pais não eram tão críticos como agora. Eles só ficaram assim por terem de pagar suas contas, lavar suas roupas e ouvir você dizer que eles são “ridículos”. Então, antes de tentar salvar o planeta para a próxima geração, querendo consertar os erros da geração dos seus pais, tente arrumar o seu próprio quarto.
Sua escola pode ter criado trabalhos em grupo, para melhorar suas notas e eliminar a distinção entre vencedores e perdedores, mas a vida não é assim. Em algumas escolas você não repete mais de ano e tem quantas chances precisar para ficar de DP até acertar. Isto não se parece com absolutamente NADA na vida real. Se pisar na bola está despedido… Faça correto da primeira vez.
A vida não é dividida em semestres. Você não terá sempre férias de verão e é pouco provável que outros empregados o ajudem a cumprir suas tarefas no fim de cada período.
Televisão não é vida real. Na vida real, as pessoas têm que deixar o barzinho ou a boate e ir trabalhar.
Seja legal com os CDF´s - aqueles estudantes que os demais julgam que são uns babacas. Existe uma grande probabilidade de você vir a trabalhar para um deles.”
Bill Gates dirigiu-se, então, ao seu helicóptero e foi embora.
Atenção e cuidados com crianças e adolescentes.
Acontecimentos traumáticos, como desaparecimentos ou seqüestros de pessoas, deixam sempre seqüelas na vítima e em seus familiares. Quando episódios violentos envolvem crianças ou adolescentes, as conseqüências invariavelmente são terríveis. Muitas vezes, o dano físico ou psíquico causado é irreversível.
Segundo dados da Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República, 20 mil crianças e adolescentes desaparecem por ano no Brasil. Dentre as causas: fuga dos lares, conflitos de guarda, rapto consensual (fuga com namorado/a), perda por descuido, negligência ou desorientação, situação de abandono, vítima de acidente, intempérie ou calamidade, tráfico para fins de exploração sexual, seqüestro, transferência irregular de guarda, suspeita de homicídio e extermínio, e outras.
Dados do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa da Polícia Civil do Estado de São Paulo mostram oito mil desaparecimentos nos últimos três anos no Estado, sendo que a maior causa apontada é a fuga do lar, devido à violência doméstica e abuso sexual intrafamiliar.
A escalada da violência envolvendo crianças e adolescentes nos impõe a pesquisa e a discussão dos fatores familiares que poderão ocasionar situações de perigo. Nossos filhos precisam estar familiarizados com estes temas, por mais desagradáveis que sejam.
O diálogo franco e constante com nossos filhos favorece o conhecimento de seus hábitos.
Locais onde há concentração de crianças e adolescentes devem estar estruturados dentro das normas de segurança vigentes, possuindo equipes treinadas para reconhecer situações críticas, agindo de forma a diminuir riscos de seqüestros ou desaparecimentos de menores.
Nossos filhos devem ser motivados ao comportamento seguro. No lar, na escola, no lazer, sozinhos ou na companhia de amigos, em qualquer situação é preciso estar atento.
Conhecer profundamente o comportamento de nossos filhos inclui o conhecimento dos hábitos dos amigos deles, bem como conhecer os familiares destes amigos. Lugares freqüentados e o comportamento fora do lar devem ser investigados.
Onde estão nossos filhos neste exato momento? A que horas saíram de casa? Qual o tempo gasto para chegar ao local informado por eles? O local foi informado? Com que roupa saíram de casa? Quando deverão retornar? Mudanças de destinos são informadas? Detalhes importantes que nunca deveriam ser ignorados, pois auxiliam em casos de emergência e nos tranqüilizam quando estamos distantes dos nossos filhos.
A comunicação é fundamental para um comportamento seguro. Adquirir o hábito de informar onde e com quem estamos, alertar quanto a mudanças repentinas do costumeiro ou suspeita de algo, contribuem para a promoção da segurança pessoal e familiar.
Crianças devem saber utilizar o telefone com responsabilidade. O aparelho telefônico deve estar programado para discar números importantes com poucos toques. Telefones de emergência devem ser do conhecimento de todos. Não permita que, ao atender uma chamada telefônica, o contato seja prolongado, ensine que não devemos passar informações pessoais e familiares a estranhos, eduque para que percebam situações de risco.
Quando um estranho se aproximar, ensine seu filho a não conversar com ele, a não deixar que entre em sua casa e, caso se sinta ameaçado, ensine-o a gritar por socorro. Eduque-o a não confiar em uma pessoa desconhecida.
Converse com seu filho sobre o desaparecimento ou seqüestro de outras crianças, procure estabelecer paralelos, discutam sobre as causas e como poderiam ser evitadas certas situações de perigo.
Conheça a escola em que seu filho estuda, os professores, o caminho de casa até a escola, a vizinhança dela, o condutor da perua escolar. Certifique-se que realmente conhece a rotina do seu filho, vez ou outra acompanhe-o, outras vezes siga-o sem que ele perceba. Observe tudo e todos.
Quando seu filho estiver sem a presença de um adulto responsável em casa, telefone algumas vezes para saber se está tudo bem. Nunca o deixe sozinho com técnicos de empresas prestadoras de serviços, programe a visita destes profissionais quando um adulto de confiança estiver presente.
Ao atender a porta, instrua-o a não abrir sem antes certificar, através do olho-mágico, se a pessoa é de confiança da família. Cuidados devem ser tomados até mesmo com conhecidos ou vizinhos, alerte-os para não atender ninguém sem antes comunicar o fato a você ou a familiares próximos.
Caso seu filho esteja na casa de amigos, telefone também. Conheça os pais destes amigos. Não deixe seu filho na companhia de desconhecidos. Desconfie sempre.
Instrua seu filho a se afastar de adultos ou adolescentes, estranhos ou conhecidos, que se aproximam em demasia, que o trata com excesso de carinhos, presentes, abraços, beijos, toques. Se acontecer com seu filho algo com o qual ele se sinta mal ou incomodado, eduque-o a não esconder nada de você, transmita confiança a ele. Seu filho não deve ter medo de você ou das suas reações.
Quando um automóvel se aproximar de seu filho, ensine-o a manter distância e a ficar alerta, principalmente se no automóvel estiver mais de uma pessoa. Ensine seu filho a reconhecer os momentos de perigo e a procurar ajuda sempre que se sentir ameaçado.
Ruas e vielas escuras ou com pouco movimento devem ser evitadas. No transporte urbano a atenção dever estar redobrada, não se distraia, conheça os pontos de referência, observe o comportamento das pessoas que estão ao seu lado, fique sempre atento para não errar o caminho.
Em lugares públicos ensine seu filho a não conversar com estranhos e a ficar desconfiado de comentários do tipo: “eu te conheço de algum lugar...”, “sou amigo do seu pai...”, “conheço fulano...”; oriente-o a se afastar e visualizar se algum policial está por perto para relatar o acontecido.
Andar sempre acompanhado diminui os riscos de desaparecimentos ou seqüestros. Não ostentar dinheiro, jóias, celulares. Caronas com desconhecidos jamais.
Confeccione cartão de identificação, a ser carregado em um bolso e não na carteira. O RG. (Registro Geral) deve ser providenciado o mais breve possível.
Em áreas públicas, ou em locais de grande concentração de pessoas, não se distraia nem descuide das crianças, eduque-as para que não se afastem de seus responsáveis. Nunca deixe seu filho com desconhecidos, mesmo por um breve momento. Não os deixe sozinhos nem em banheiros públicos. Pulseiras de identificação devem ser utilizadas sempre que disponíveis.
Em caso de desaparecimento peça ajuda. Comunique a polícia imediatamente. Alguém deve permanecer no local do desaparecimento, pois a criança pode retornar. Mantenha a calma. Peça para alguém ficar no local onde está o telefone de contato informado no cartão ou na pulseira de identificação. Avise amigos e parentes. Percorra os locais preferidos da criança. Tenha sempre uma foto recente da criança. Relembre as características marcantes e as roupas que ela estava usando. Vestir roupas de cores vivas, ou com detalhes que chamem a atenção, facilita a visualização.
Fique sempre alerta quanto ao uso da internet. Verifique salas de bate-papo e sites pesquisados. Se preciso, proíba o acesso sem a sua vigilância presente. Cuidado com a exposição excessiva e sem controle de imagens e referências familiares.
Tenha sempre em mente que só diminuiremos os riscos de desaparecimentos ou seqüestros, quando adquirirmos o hábito de discutir e analisar profundamente nossas atitudes cotidianas, promovendo, assim, as mudanças necessárias para atingir um comportamento seguro.
No caso de seqüestro ou desaparecimento de uma criança ou adolescente, faça imediatamente um Boletim de Ocorrência, confie sempre na Polícia.
Fernando Penteado Villar Félix
Membro do Conseg do Parque São Jorge
Fernando Penteado Villar Félix nasceu em 1º de novembro de 1965, na cidade de Pindorama, Estado de São Paulo. Formado em odontologia pela Faculdade de Odontologia de Lins em 1987, mudou-se para São Paulo em 1988, residindo, desde então, no bairro do Tatuapé. Casado com a Senhora Silvia Helena, também Cirurgiã Dentista, é pai de Gabriel e Marianna. Além das atividades profissionais, é atuante na vida comunitária como membro da Associação Comunitária do Parque São Jorge e Conselho Comunitário de Segurança do Parque São Jorge. Presidiu Conseg do Parque São Jorge na gestão 2005/2007, colaborando com o debate de questões prioritárias, tais como: a revitalização da Av. Celso Garcia, a recuperação do Parque do Piqueri e o desenvolvimento desordenado do Tatuapé. Preocupado com as reivindicações da comunidade junto às autoridades de segurança e representantes da subprefeitura, atua como elo de união entre comunidade e autoridades constituídas.
Trilhando os caminhos da integração
A prevenção e a busca de melhores performances
Definição
Odontologia Desportiva é a área da odontologia responsável pela atuação no planejamento de uma atividade desportiva. Preocupa-se com o estudo e tratamento dos traumas e doenças advindos da prática desportiva. Atuando de forma complementar e multidisciplinar no preparo de um atleta, visa evitar intercorrências nocivas ao seu desempenho, criando condições para que ocorra ganho de performance, contribuindo para a conquista de resultados.
Integrada às demais especialidades desportivas, a Odontologia Desportiva estabelece um diferencial importante no planejamento de uma atividade física. A presença do dentista, capacitado em desporto, no campo de treinamento e competição, contribui para melhora da performance do atleta e minimiza possíveis ocorrências inerentes à prática desportiva, através da coleta de informações ou prestando atendimento imediato em casos de traumas.
O conhecimento das normas que regem as diversas modalidades de esporte, o contato direto com o atleta e seu treinador, a troca de informações com a medicina, fisiologia, fisioterapia, psicologia, nutrição, fonoaudiologia, educação física, bioquímica, etc; diferenciam o planejamento de um tratamento odontológico proposto a um atleta, do tratamento odontológico tradicional.
O campo de atuação da Odontologia Desportiva nos remete além da sala clínica, o acompanhamento dos treinamentos e competições amplia os horizontes da Odontologia.
Odontologia Desportiva, qual a diferença?
Todas as especialidades odontológicas possuem características específicas, embora atuem de maneira integrada. A Odontologia, de maneira geral, atua na promoção da saúde e da satisfação dos pacientes.
A Odontologia Desportiva, além disto, ocupa-se da busca de situações ideais que propiciem aos atletas melhores performances.
O contato íntimo com o atleta, o treinador e o clube no qual o atleta está filiado; a troca de informações entre os responsáveis pelo desenvolvimento do trabalho desportivo favorecerá a elaboração de um cronograma de atividades mais preciso, sem que os períodos de treinamento ou competição fiquem comprometidos por interferências odontológicas.
O dentista poderá dar suporte às decisões tomadas pela equipe de trabalho, auxiliando na preparação desportiva e colaborando para um melhor desempenho do atleta.
O conhecimento do tipo de esporte praticado permite avaliar os riscos a que o atleta está exposto e suas implicações odontológicas.
Comprometimentos da saúde bucal podem acontecer em conseqüência de traumas imediatos ou através de possíveis prejuízos advindos da prática constante de um exercício.
Histórico de dores e lesões pode estar associado a problemas odontológicos. O olhar clínico do dentista deve focar a perfeita funcionabilidade do organismo do atleta, na tentativa de se prever toda ação nociva que possa provocar dano ao seu desempenho ou saúde.
Estar presente em um evento esportivo pode ser fundamental no atendimento imediato de um trauma. Uma agressão bucal tem seu prognóstico melhorado quando o protocolo de atendimento é realizado de maneira rápida e eficiente, executado pelo profissional habilitado, nunca por leigos e curiosos.
A Odontologia Desportiva abre ao dentista um mercado de trabalho já explorado pela medicina, fisiologia, fisioterapia, advocacia, etc.
Fernando Penteado Villar Félix
Crosp 37442
Performance e resultado
A todo instante somos confrontados com situações limites. Resultados são exigidos e a competitividade nos impõe condições extremas de inteligência, concentração, resistência e força.
O conhecimento técnico ou a herança genética nem sempre são suficientes para obtenção dos resultados exigidos.
As oportunidades não são exclusivas e a concorrência é essencial ao crescimento e aprimoramento.
Utilizar legal e corretamente veículos que promovam melhoria de rendimento proporcionará ao indivíduo a possibilidade de alcançar as metas desejadas.
É preciso conhecer não só os métodos, como também explorar adequadamente os limites. Estar aquém dos próprios limites nos torna medianos e não competitivos; ultrapassá-los resultará em stress, fadiga e, não raro, em morte.
Atividades físicas e mentais requerem gasto de energia. Um problema odontológico pode requisitar a energia necessária para um bom desempenho ou para a recuperação de uma lesão.
Sucesso e fracasso são paralelos cujo distanciamento ou confluência, dependerá da exploração planejada do potencial de cada indivíduo.
Fernando Penteado Villar Félix
Crosp 37442
Preocupações odontológicas
Lesões odontológicas sempre será motivo de preocupação. Elas interferirão no preparo e no desempenho do atleta.
Ao planejar a preparação de um atleta de alta performance, devemos observar fatores que beneficiem seu rendimento e, com igual importância, fatores que possam prejudicá-lo.
É bom ficar atento à alimentação e higienização bucal de um atleta. Muitos fazem uso de produtos com alta concentração de carboidratos, aumentando o risco de cáries.
Ocorrências nocivas à preparação e performance de um atleta não são desconhecidas: cáries, focos de infecção, gengivites, problemas endodônticos, má oclusão dentária, respiração bucal, etc.
Não se pode desprezar nenhum aspecto no planejamento desportivo. Uma simples cárie poderá atrapalhar o desempenho do atleta justamente no momento da competição. A presença de um terceiro molar incluso pode provocar fratura de mandíbula em esportes de contato, dependendo da direção e intensidade do golpe sofrido.
A Rede Globo de Televisão, em sua cobertura jornalística das Olimpíadas da Grécia (2004), mostrou-nos um fato bastante sugestivo: os atletas olímpicos brasileiros enviavam recados a seus parentes e amigos no Brasil, através dos repórteres da emissora. Um destes recados tinha como destino a dentista de uma nadadora, incomodada com a erupção do terceiro molar. Esta ocorrência teria atrapalhado seu desempenho?
Lesões odontológicas desviam a atenção do sistema de defesa do organismo, diminuindo a capacidade de recuperação frente a lesões desportivas, prejudicando o retorno às atividades profissionais.
A Odontologia Desportiva pode oferecer condições para que os gastos de energia desnecessários sejam diminuídos, para que a energia acumulada possa, então, agir de maneira eficiente. Fatores odontológicos agem de maneira nociva quando obrigam o organismo a consumir energia para repará-los.
O desempenho de um atleta de alta performance pode estar comprometido ao não se observar fatores odontológicos, principalmente quando os resultados diferem-se nas frações de segundo ou centímetro.
Fernando Penteado Villar Félix
Crosp 37442
Síndrome da Respiração Bucal – SRB
Respirar é uma ação instintiva e involuntária, sendo vital para a sobrevivência e desenvolvimento saudável.
Aspectos nocivos comprometem o desempenho físico e mental, por ocasionar problemas respiratórios.
Estudos indicam que um indivíduo adulto inspira em média sete litros de ar por minuto e, quando em exercício físico, pode inspirar atém cem litros.
O funcionamento ideal do sistema respiratório promove a renovação do ar de maneira satisfatória ao exigido pelo organismo, dependendo da atividade momentânea.
A respiração nasal é fundamental para o crescimento facial harmônico, para o desenvolvimento físico e mental saudável, para o aproveitamento em potencial dos agentes promotores de saúde, portanto, a respiração bucal afeta o bom desenvolvimento do organismo.
Compreender a influência patológica da Síndrome da Respiração Bucal, no desenvolvimento de uma pessoa, atleta ou não, é fator determinante para se imputar uma visão desportista à odontologia.
Ao quebrar o equilíbrio estomatognático, a respiração bucal, altera de forma significativa o desenvolvimento geral do indivíduo. O comprometimento funcional gerará perda substancial de saúde, cujo reflexo negativo será percebido em todo cotidiano dos nossos pacientes.
A SRB poderá provocar, dentre outros danos, uma alteração importante do padrão de sono, desencadeando situações de risco, tais como: menor capacidade de aprendizagem, baixa concentração, rendimento físicos e mentais comprometidos, interferências no estado emocional, etc.
Para o atleta, a respiração bucal, pode representar a perda de qualidade do trabalho desportivo. Sabe-se que a SRB compromete entre 15% e 20% a capacidade física de um indivíduo.
A respiração nasal promove a filtragem, o aquecimento e a umidificação do ar respirado. Fatores que ocasionem obstruções das vias aéreas superiores, poderão provocar uma respiração totalmente oral, tornando-se um ato extremamente nocivo ao aparelho respiratório, pois o ar enviado aos pulmões não estará filtrado, aquecido e umidificado.
A respiração bucal causa desajuste no posicionamento dental, deformidade na postura corporal e diversas disfunções orgânicas.
O portador da SRB poderá apresentar disfunções como apnéias, roncos, sialorréia sinusites, rinites, obesidade, diabetes, baixa resposta imunológica, depressão, stress, etc.
O respirador bucal tem sua capacidade respiratória reduzida, dificultando o desempenho de suas atividades escolares, domésticas, de trabalho ou desportivas.
O atleta portador da SRB pode apresentar lentidão nas respostas aos tratamentos de problemas de saúde ou de lesões.
O ato de respirar pela boca pode deixar o indivíduo em desequilíbrio, reduzindo sua capacidade de concentração – baixo rendimento escolar, por exemplo. Reações como ansiedade, dificuldade de relacionamento social, inquietação e oscilação de humor, podem estar relacionadas a esta síndrome.
A respiração não é um ato isolado ou único, ela precisa estar coordenada com a fala, mastigação, deglutição, postura e movimentos corporais; ativa-se, para tanto, incontáveis níveis de informações que terão reflexos perceptíveis em todo o metabolismo, promovendo ou comprometendo o bom funcionamento do organismo.
Deformidades causadas pela SRB acontecem em cascata. A qualidade do ar respirado, a má acomodação dos músculos faciais, alterações de postura, mastigação insatisfatória dos alimentos, deglutição atípica, comprometimento na absorção dos alimentos, as alterações no padrão de sono, dentre outros aspectos, refletirão de maneira crítica prejudicando o trabalho desportivo de alto rendimento.
Valorizando a respiração, viabilizaremos o aumento da capacidade de resposta frente aos esforços de uma atividade física e mental.
A conquista de resultados qualitativos acontecerá devido ao ganho respiratório e pela melhora sensível do funcionamento dos demais sistemas orgânicos.
Fernando Penteado Villar Félix
Crosp 37442
Só vive bem, quem dorme bem.
Sono: pré-requisito do ouro.
O sono possui qualidades reparadoras e distúrbios do sono comprometem nossas atividades diárias.
Adotando este conceito como fator determinante para o desempenho de um atleta de alto rendimento, poderemos entender a importância da quantidade e qualidade do sono.
Nosso corpo pode ser comparado a uma imensa fábrica, cuja linha de produção é capaz de fornecer produtos altamente especializados. O esforço para nos manter ativos e competitivos, exige a metabolização exaustiva de processos químicos, mecânicos, elétricos e psíquicos. Ao final deste “turno de trabalho”, a fábrica precisa ser reajustada ou reparada.
Nos períodos de sono, o organismo tem suas atividades reduzidas – diminui a freqüência cardíaca e respiratória, cai a pressão arterial, diminui a atividade gastro intestinal, a temperatura corporal cai 1 ou 2 graus, o metabolismo de órgãos e tecidos é reduzido.
A ação de hormônios como a prolactina e o hormônio do crescimento, estão fortemente ligados aos períodos de sono.
Segundo pesquisas, uma pessoa acometida de privações de sono, ou com interrupções de sono durante a noite, sofre com descargas de adrenalina, tem a freqüência cardíaca e a respiração aumentadas, provocando um estado de alerta no organismo quando deveria descansar.
As privações de sono provocam baixa produção de serotonina, substância química responsável pela transmissão dos impulsos nervosos entre os neurônios, resultando em oscilações de humor e irritações.
A qualidade do sono interfere na produção do hormônio leptina, responsável pela sensação de saciedade, e da grelina, hormônio do apetite. O funcionamento alterado destes metabólicos pode determinar um indivíduo obeso ou magro demais.
O sono com qualidade reparadora confere às pessoas, plena capacidade motivacional, gerando um comportamento característico dos que estão além da simples sobrevivência.
A observação das propriedades reparadoras do sono, em pessoas que desenvolvem atividades físicas e mentais de maneira intensa, tem participação relevante no planejamento desportivo.
O sono fragmentado ou intranqüilo predispõe à fadiga física e mental. Encurtar períodos de sono reduz a capacidade competitiva do atleta.
Vimos, no capítulo anterior, que a Síndrome da respiração Bucal pode provocar interferências na qualidade do sono.
Fernando Penteado Villar Félix
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Traumas
A ocorrência de traumas odontológicos, durante a prática de atividades esportivas, é freqüente. Toda pessoa está exposta ao risco de acidentes, com danos imediatos e visíveis, como uma fratura dental, ou ainda por prejuízos odontológicos advindos da prática constante do exercício.
As lesões sofridas têm sua gravidade estabelecida de acordo com a força do golpe, a elasticidade e forma do objeto, do ângulo de impacto e freqüência da agressão.
O preparo de um atleta deve considerar que determinados procedimentos, em função da repetitividade, poderão resultar em lesões odontológicas com o passar dos anos de atividade desportiva.
Uma corrida matinal é acompanhada de impactos que irão refletir na arcada dentária, podendo ocasionar trincas ou fraturas dentárias.
Um halterofilista, ao realizar seus exercícios, provoca um travamento da arcada dentária que poderá provocar distúrbios de ATM.
O uso de protetores bucais previne, ou ameniza, possíveis traumas, amortecendo e distribuindo as forças que irão incidir sobre os dentes e mucosas adjacentes.
Para cada tipo de esporte há um tipo de protetor bucal apropriado, que deve estar adaptado na arcada dentária, geralmente superior, para não gerar cortes e distribuir corretamente as forças impactantes, sem concentrá-las em um só ponto.
O uso de protetores bucais adequados é obrigatório. É preocupante quando o protetor utilizado está incorretamente indicado, ou quando o atleta desconhece sua indicação.
Muitos atletas, fazendo uso e aparelhos ortodônticos fixos, praticam atividades esportivas expostos a traumas, sem qualquer orientação quanto à proteção.
A classificação didática e simples dos tipos de protetores bucais visa promover o maior entendimento sobre a importância do uso correto do protetor bucal, pois, a maioria dos atletas não possui um nível de escolaridade ideal. Portanto, classifico-os em protetores bucais não adequados e protetores bucais adequados.
Protetores bucais não adequados:
São todos aqueles protetores contra indicados ao uso desportivo profissional. São modelos pré-fabricados, termo-plásticos ou não, unitários ou duplos; encontrados em lojas de material esportivo.
É considerado não adequado e contra indicado, também, o protetor bucal emprestado do colega!
São protetores que não oferecem qualidade de adaptação na arcada dentária, seu uso é desconfortável e responde forma pouco eficiente durante a ação de forças impactantes.
São protetores que não favorecem o desempenho, pois gera preocupação em mantê-los posicionados, deixa vulnerável a região bucal ao não promover o correto amortecimento dos golpes sofridos e não distribui as forças de impacto corretamente.
Protetores bucais duplos podem, além de tudo, estar relacionados a fraturas de ATM pelo travamento das arcadas dentárias superior e inferior, quando do impacto do golpe.
Protetores bucais adequados
Correspondem àqueles cuja confecção é feita a partir de uma moldagem da arcada dentária do atleta, proporcionando uma melhor adaptação, tratando-se de um protetor personalizado e individual.
São confeccionados de um material bastante confortável (Etileno Vinil Acetato – EVA), que absorve com sucesso os impactos.
Estes protetores não interferem no desempenho, promovem ação de prevenção efetiva, não distrai a atenção do atleta e favorece a concentração. Podem e devem ser utilizados por crianças praticantes de atividades físicas escolares, por atletas de final-de-semana, por esportistas de academias e atletas profissionais.
Muitos traumas labiais ou de mucosa poderiam ser evitados, por exemplo, nos casos em que o atleta faz uso de aparelhos ortodônticos fixos, com a utilização de um protetor bucal apropriado.
Em caso de acidentes desportivos os protetores impedirão que os dentes recebam diretamente o trauma, amortecendo e distribuindo toda a carga do impacto, evitando fraturas e deslocamentos dentais, protegendo tecidos moles, lábios e bochechas dos riscos de cortes e lacerações.
Conclusão
Diariamente somos confrontados com situações limites. Cada decisão resulta do bom ou mau preparo a que fomos submetidos. Respostas rápidas e corretas geralmente são exigidas nos momentos de maior tensão. Estar aptos para respondê-las requer força e resistência física, equilíbrio e disciplina mental.
Condicionar o indivíduo, objetivando ganho de performance, requer visão multidisciplinar. A avaliação global sugere a possibilidade de um melhor planejamento de trabalho, sem perder o foco de ação principal: proporcionar saúde e longevidade. O imediatismo pode não representar ganho de saúde.
Respeitando os limites individuais podemos oferecer uma opção de comportamento saudável. Atividades domésticas cotidianas, o aprendizado escolar, a luta por uma vaga na faculdade, o esporte, a competitividade do mercado de trabalho, enfim, todo e qualquer ação deve ser avaliada quanto à intensidade do esforço físico e mental exigido. Os reflexos odontológicos, diretos ou não, devem ser considerados.
Todos buscamos resultados e superações. É preciso saber extrair os benefícios de cada variante científica existente.
Dr. Fernando Penteado Villar Félix
Crosp 37442


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